Por que seguir o guia de boas práticas para estruturas fotovoltaicas?

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A estrutura é o alicerce que protege os módulos fotovoltaicos. Quando sua base apresenta instabilidade, todo o sistema pode ser comprometido.

Por isso, a integridade estrutural deve ser acompanhada ao longo da operação. Ancoragens, fundações, torque, proteção contra agentes corrosivos e controle de vibrações estão entre os pontos que exigem atenção periódica.

O Guia de Boas Práticas e Integridade Estrutural Fotovoltaica da Fixum reúne orientações para preservar a estabilidade da estrutura, prevenir danos e manter o sistema seguro durante sua vida útil.

Ancoragem e fundações: a base do investimento

Nas usinas instaladas em solo, o monitoramento começa pela análise visual do alinhamento das fileiras. Desvios podem indicar que o solo está cedendo, fenômeno conhecido como recalque, que gera tensão mecânica nos vidros dos módulos.

Após grandes volumes de chuva, também é necessário inspecionar a base das estacas ou sapatas. Quando a fundação fica exposta, seu “braço de alavanca” é reduzido, tornando a usina mais vulnerável a ventos que, em condições normais, seriam seguros.

Nos sistemas instalados em telhados, a inspeção deve contemplar os grampos e trilhos fixados nas terças. O sistema precisa estar “fundido” à estrutura do telhado.

Outro ponto importante é a preservação da vedação. Os componentes de EPDM ou as borrachas devem manter sua elasticidade. Quando as vedações estão ressecadas, a vibração provocada pelo vento pode alargar os furos, causando danos estruturais e infiltrações.

Gestão de torque e estabilidade mecânica

O vento exerce forças dinâmicas constantes sobre a estrutura. A manutenção do torque impede que as vibrações evoluam para danos mais graves.

O guia orienta que a torquimetria preventiva seja realizada semestral ou anualmente. Em regiões com alto índice de ventos, conhecidas como corredores eólicos, a recomendação é fazer a verificação trimestral.

A execução deve ser realizada com torquímetros calibrados, seguindo a tabela de N.m, ou Newton-metro, indicada pelo fabricante.

Tanto o excesso quanto a falta de torque representam riscos. O torque excessivo pode esmagar a moldura e danificar as roscas. Já o torque insuficiente permite deslocamentos e pode provocar o efeito “chicote” durante tempestades.

O uso de Torque Seal, também chamado de lacre de torque, auxilia nesse acompanhamento. A marcação visual permite identificar rapidamente se um parafuso se movimentou devido à vibração.

Proteção contra agentes corrosivos

As condições do clima brasileiro exigem proteção contra a oxidação, especialmente em áreas industriais e litorâneas.

Durante as inspeções, a camada de zinco deve ser analisada em busca de ferrugem branca, que representa a oxidação do zinco, ou de sinais de ferrugem vermelha, relacionados à oxidação do aço.

Caso existam cortes realizados em campo para ajustes, após o período de garantia ou mediante autorização, a aplicação de zinco a frio é obrigatória para manter a integridade da barra.

A limpeza da estrutura também faz parte desses cuidados. O acúmulo de detritos ou ninhos de pássaros retém umidade e acelera a corrosão galvânica.

Aerodinâmica e controle de vibração

O ar em movimento deve passar pelo sistema com a menor resistência e turbulência possível. Por isso, as condições dos componentes relacionados ao controle do vento precisam ser verificadas.

Em sistemas instalados sobre lajes e telhados planos, os defletores traseiros devem permanecer fixos e sem deformações. Eles impedem o chamado “efeito vela”, apontado no guia como a principal causa de arrancamento de sistemas em coberturas.

Também é necessário eliminar folgas excessivas entre perfis ou nos pontos de articulação. Essas folgas podem permitir o “galope aerodinâmico”, uma oscilação crescente capaz de desintegrar a estrutura em poucos minutos durante uma rajada.

Os pilares da segurança operacional

A segurança da estrutura depende também da utilização correta dos componentes. Fixações improvisadas ou adaptações não devem ser utilizadas.

O guia ainda determina que a estrutura não seja usada como apoio, escada ou suporte para cargas adicionais. O projeto é dimensionado para suportar os módulos e a ação do vento, não o peso humano concentrado.

Outro pilar é a manutenção de um histórico detalhado das revisões de torque e das inspeções visuais. Em casos de sinistros climáticos, a comprovação de que a manutenção está em dia é o que garante o acionamento de seguros e garantias de fábrica.

Por que as revisões periódicas são importantes?

Uma estrutura fotovoltaica sustenta um ativo projetado para gerar energia durante muitos anos. Cuidar da sua integridade significa observar desde a condição das fundações até possíveis movimentações em parafusos, sinais de corrosão, deformações ou folgas.

De acordo com o guia da Fixum, os principais pontos de atenção são:

  • Verificar o alinhamento das fileiras em usinas de solo;
  • Inspecionar estacas e sapatas após grandes volumes de chuva;
  • Conferir grampos, trilhos e vedações nos sistemas em telhados;
  • Realizar a torquimetria preventiva na frequência indicada;
  • Utilizar torquímetros calibrados e seguir a tabela do fabricante;
  • Observar sinais de ferrugem branca ou vermelha;
  • Manter a estrutura livre de detritos e ninhos;
  • Verificar defletores, folgas e pontos de articulação;
  • Evitar fixações improvisadas e adaptações;
  • Registrar as revisões de torque e inspeções visuais.

A revisão periódica da estrutura deve ser entendida como parte do investimento necessário para manter os próximos 25 anos de geração tranquilos, seguros e rentáveis.

Para consultar todas as orientações, acesse o Guia de Boas Práticas e Integridade Estrutural Fotovoltaica da Fixum: [Clique aqui]

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